BOLETIM BRICS

Boletim BRICS Brasil #15 - Rio de Janeiro será palco da Reunião de chanceleres do BRICS

A capital fluminense receberá os ministros de Relações Exteriores dos países-membros do BRICS nos dias 28 e 29 de abril, após a segunda Reunião de Sherpas do grupo. Quem confirmou a informação foi o embaixador Mauricio Lyrio, sherpa brasileiro no grupo. Ouça a reportagem e saiba mais.

O Rio de Janeiro, que já sediou o G20 Brasil no último ano, agora sedia a Reunião de Chanceleres do BRICS | Foto: Divulgação/Getty Images
O Rio de Janeiro, que já sediou o G20 Brasil no último ano, agora sedia a Reunião de Chanceleres do BRICS | Foto: Divulgação/Getty Images

Por Franciéli Barcellos de Moraes | francieli.moraes@presidencia.gov.br

Repórter: A primeira reunião de Chanceleres do BRICS sob a coordenação brasileira neste ano já tem data e local marcado, será no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 28 e 29 de abril. O encontro congrega os ministros das Relações Exteriores dos países-membros do grupo, e sucede a segunda Reunião de Sherpas do BRICS, que está marcada para os dias 24 a 27 do mesmo mês. 

A informação foi confirmada em coletiva pelo embaixador Mauricio Lyrio, que atua como coordenador do BRICS Brasil a partir da função de sherpa nacional. Além do informe sobre a reunião, o embaixador retomou as prioridades da presidência brasileira para a agenda de cooperação do Sul Global, com destaque ao tema de equidade em saúde.

Mauricio Lyrio: Nós elegemos a área de saúde porque há uma particularidade muito importante para nós, que é o fato de que algumas doenças incidem mais em países em desenvolvimento do que em países ricos, e que não necessariamente são as doenças privilegiadas em termos de pesquisa, inovação e investimentos pelos grandes laboratórios mundiais.

Repórter: Mauricio Lyrio também reforçou uma defesa consistente do multilateralismo e a inveracidade de quaisquer informações sobre a criação de uma moeda comum do BRICS. 

Mauricio Lyrio: O que nós temos discutido é o desenvolvimento de plataformas diversas para a redução de custos de pagamento, mas não uma moeda BRICS. Isso não está sendo discutido. Falamos de plataformas de uso de moedas locais como a sistema de pagamento, também a questão, que o Banco Central começa a analisar, sobre usar moedas digitais para reduzir custos entre os países. São novas tecnologias e novas vertentes, mas não a ideia de uma moeda BRICS, isso não está em discussão no momento.  

Repórter: Na próxima semana, o Banco Central do Brasil (BCB) realiza duas agendas por videoconferência, com foco em compartilhamento de boas práticas no campo financeiro pelos países do BRICS, bem como em prol de uma maior integração econômica entre eles.